Terceira sede: Rua Barão de Melgaço - Praça
Moreira Cabral
Em
1966 por lei municipal de autoria do Vereador Edgar Curvo, o logradouro
denominado Campo D'Ourique, foi doado à Assembléia
Legislativa para que nesse local fosse erguida sua primeira sede
própria. Nessa ocasião era Prefeito da Capital o ex-Deputado
Vicente Emílio Vuolo (1962-1966), era termo condicional da
lei de doação que ao construir o edifício fosse
também construído o “Monumento Símbolo
da União das Repúblicas Sul-Americanas e que fosse
ajardinado o logradouro como complementação às
obras”. No Governo de Pedro Pedrossian (1966-1971) dá-se
início à edificação. O projeto do conjunto
arquitetônico foi dos Senhores: engenheiro Cássio Veiga
de Sá e arquiteto Dirceu da Costa Soares. A edificação
construída no Campo D’Ourique foi inaugurada em 15/08/1.972,
recebendo o nome de “Palácio Filinto Müller”,
governava o Estado o ex-Deputado José Manoel Fontanillas
Fragelli e presidia a Assembléia Legislativa o Deputado Nelson
Ramos de Almeida.
O Palácio Filinto Müller ganhou sua primeira ampliação
em meados do ano de 1.982, quando à construção
original foram acrescentadas as alas administrativas, as Secretarias,
e os Gabinetes dos Deputados e da Presidência. Em 1.984 é
inaugurado o Anexo “Deputado Mário Spinelli”,
local onde seriam distribuídos os gabinetes dos Deputados.
Uma nova e ampla reforma ocorreu 10 anos depois, quando foram construídos:
o Auditório “Deputado Milton Figueiredo”; a Capela;
o Comitê de Imprensa Jornalista “Alves de Oliveira”,
modernização e ampliação da Secretaria
de Imprensa e nova estruturação da Secretaria de Serviços
Legislativos. Posteriormente, em 1.997, é trazido para o
interior do Palácio Filinto Müller o Instituto Memória.
Diversas reformas e redistribuições internas do Palácio
Filinto Müller foram feitas, adequando-o, quanto possível,
para atender aos novos tempos.
Foi esta a sede que abrigou os Deputados Estaduais Constituintes
nos trabalhos de elaboracão e de promulgação
de nossa atual Constituição Estadual, em vigor desde
05 de outubro de 1989.
O local onde foi construída a 1ª sede própria do Poder
Legislativo é por si só muito especial, pois esse
local foi palco de diversos acontecimentos. Como todas as regiões
e cidades, Cuiabá teve acontecimentos históricos entrelaçados
a lendas e fatos reais que deram aspectos ímpar e mesclaram
as primeiras linhas da cultura local, assim esse logradouro, pelo
próprio fato de ter sido palco de nossa história teve
sua denominação variada de acordo com os acontecimentos,
das quais destacamos:
Largo da Forca: devido sua localização no centro da
cidade, onde era freqüente a passagem de transeuntes, no passado
esse espaço foi palco de enforcamentos, punições
a escravos e condenados que eram sacrificados em público,
dessa feita os populares denominaram o local de “Largo da
Forca”.
Campo D'Ourique: Nome importado da história de Portugal,
é uma referência ao local situado no Alentejo, que
foi palco da batalha travada em 1.139, quando os mouros foram derrotados
e expulsos da Península Ibérica. Campo D'Ourique significou
vitória, daí o antigo Largo da Forca, em homenagem
ao fato histórico, passa a ser denominado Campo D’Ourique.
- As touradas: O Campo D'Ourique mato-grossense também foi
campo de batalha, mas, entre o touro e o homem, nas touradas cuiabanas.
Em 1.807, como parte das festividades de boas vindas ao penúltimo
Capitão-General de Mato Grosso foi organizada a 1ª tourada,
e, a última apresentação ocorreu em 1929. Nesse
período também foi palco das Festas do Senhor Divino
e ponto de parada de tropeiros que vinham à Cuiabá.
- A Rusga: Palco do implacável acontecimento de 30/05/1834,
conhecido e registrado na nossa história como Rusga, o “dia
de São Bartolomeu” cuiabano, noite em que mais de 400
portugueses e estrangeiros, entre eles crianças, foram massacrados,
em nome de um ideal nacionalista, conforme descreveu Visconde de
Taunay. O epicentro foi no Campo D'Ourique cujo arredor estavam
os estabelecimentos dos comerciantes portugueses. O movimento ocorreu
em quase toda a Província, sendo que em Cuiabá, teve
sua proporção mais trágica.
Praça do Alegre: Outra nomenclatura atribuída ao antigo
Campo D'Ourique ocorreu após a Guerra do Paraguai, rememorando
a Batalha do Alegre, em que os brasileiros saíram vitoriosos.
Mesmo com a troca oficial na toponímia, o Campo D'Ourique
ainda permaneceu no linguajar cuiabano.
- Centro Geodésico da América do Sul: Em 1909, a Comissão
Rondon, pelos cálculos matemáticos do Marechal Rondon
e pelos estudos do Tenente Astrônomo Renato Barbosa Rodrigues
Pereira, fixou através da astronomia e de coordenadas geográficas
o marco do Centro Geodésico da América do Sul.
Praça Moreira Cabral: Em homenagem ao bandeirante sorocabano,
Pascoal Moreira Cabral Leme, que em 08 de abril de 1.719 lavrou
a ata de fundação do Arraial das Minas do Bom Jesus
do Cuiabá, a Câmara de Vereadores de Cuiabá,
pela lei municipal no 1.315 de 22/08/1.973, atribuiu seu nome ao
Campo D'Ourique.
Antes o Campo D'Ourique foi palco de manifestações
folclóricas, religiosas, culturais e hoje é a sede
da Casa da cidadania espaço democrático onde se reúnem
líderes e comunidade para a realização do pleno
exercício do Poder e da cidadania em busca da plenitude democrática.
|