Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

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Rádio Assembleia

A Rádio Assembleia Legislativa de Mato Grosso integra um projeto pioneiro no Brasil. Trata-se da primeira operação da Rede Legislativa de Rádio, uma parceria da Câmara Federal em Brasília com Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Em março de 2015, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Maluf, assinaram um termo de cooperação técnica entre a câmara dos Deputados e o Poder Legislativo de Mato Grosso para implantação da Rádio Assembleia. Pe lo acordo, os equipamentos de transmissão foram licitados e doados pela Câmara dos Deputados em um investimento de mais de R$ 1 milhão. Para a transmissão do sinal da Rádio Assembléia foram cedidos um transmissor de 10.000 Watts, antena, receptor, modulado res, entre outros. Em contrapartida, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso forneceu a torre de transmissão, estúdios, profissionais da área técnica e jornalistas e equipamentos para inserção de programação local. A Rádio Assembleia pode ser ouvida na baixada cuiabana pela frequência 89,5 FM e pela internet no endereço: http://radio.al.mt.gov.br


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16/08/2019 09h48 Áudio

Ficha Técnica: Fruto Proibido - Rita Lee

RITA É ROCK - Os “Doces Bárbaros” cantaram que “uma menina loira ia vir de uma cidade industrial, de bicicleta, de bermuda, mutante, bonita, solta, decidida, cheia de vida, etc e tal, cantando o yê, yê, yê...” Eles falavam de Rita Lee, uma cantora que é a cara do rock brasileiro. Além dessa canção, chamada “Quando”, Rita também é citada em Sampa, de Caetano Veloso, como a mais completa tradução da cidade de São Paulo. Rita é rock, Rita é São Paulo, Rita é a mulher que escreveu seu nome na história do Rock’n Roll brasileiro e que tem servido de inspiração para muitos outros artistas. Por isso falar de Rita Lee não é tarefa fácil. O que mais impressiona nela é, da fato, o seu lado mutante. Durante toda a carreira, ela nunca fugiu dos desafios, mesmo que o desafio fosse gravar um disco com versões de músicas dos Beatles. Alguns poderiam tremer nas bases, mas a Rita não. Se a atuação dela na música já representa um incentivo e uma referência para tantas mulheres, não significa que ela devesse parar por aí. A cantora sempre usou a música para promover reflexão, fazer críticas sociais, homenagear outras mulheres. E fez isso brilhantemente em canções como Luz del fuego e Pagu. Pagu virou um hino, lembrando o ouvinte que “só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão”. Com essa música, Rita reforça a importância da luta feminina por igualdade e reconhecimento de direitos. A história de Rita Lee se confunde com a história do Rock no Brasil. De 1966 a 1972, Rita integrou a banda “Mutantes”, ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Depois de 1972, a banda seguiu sem Rita e, por tabela, sem a mesma representatividade. Os Mutantes foram pioneiros quando se fala em misturar rock a ritmos e estilos brasileiros. Por isso o trabalho da banda foi tão importante. Eles abriram as portas para que bandas como Novos Baianos, da qual já falamos aqui no programa. Mesmo após os Mutantes, Rita Lee manteve-se firme no propósito de viver a música, de dar ao rock uma cara mais brasileira e fez de seu nome um verdadeiro sinônimo para a experiência roqueira no Brasil. Vida longa ao percurso encantador de Rita Lee na música!


16/08/2019 09h43 Áudio

Ficha Técnica: O Último Romântico - Lulu Santos

TUDO PASSA - Recentemente, ao entrar numa padaria, encontrei uma pessoa que há muito tempo não via. Uma mulher que, em outros tempos, fez parte da minha família e com quem convivi bastante durante a infância. Conversamos um pouco e eu senti uma alegria enorme de vê-la ali, com o filho mais novo. Num determinado momento da conversa, ela apontou o menino, que comia um sanduíche, e disse: Tudo passa!, o que repetiu pouco tempo depois. Fazia tempo que eu não me sentia tão comovida com um encontro, a ponto de pensar nele durante alguns dias e até escrever sobre ele, como estou fazendo agora. Aquela mulher, que eu encontrei na padaria, sofreu um golpe muito pesado da vida. Perdeu um filho, e não deve haver dor pior que essa. E perdê-lo, em decorrência de um acidente, fez com que ela precisasse lidar com muitos sentimentos, principalmente a culpa. Eu a conheci naquele momento da vida dela e tinha a sensação de que ela seria, para sempre, a personificação do sofrimento. Mas a vida é boa e nada dura para sempre, inclusive as piores dores. Encontrá-la na padaria, depois de tantos anos, com o filho mais novo, reacendeu em mim o sentimento de esperança. Ao dizer que “Tudo passa”, ela trazia um sorriso no rosto e sensação de leveza. E todas essas sensações chegaram até mim a partir daquelas palavras, daquele abraço e do sorriso aberto. Apesar de todo sofrimento, a vida deu outras chances àquela mulher. Entre outras coisas, a vida deu a ela um outro filho, para amar, cuidar e viver o amor. Ela já não carrega o semblante cansado, arrasado, de quem deseja desistir de tudo. No dia em que encontrei aquela mulher, eu ouvi Como uma onda, do Lulu Santos, e a música fez ainda mais sentido. A gente até sabe que “Tudo passa, tudo sempre passará”, mas algumas situações da vida podem nos fazer esquecer disso. A beleza está, realmente, em aceitar que “tudo muda o tempo todo no mundo” e saber viver com as mudanças. Não há como prever, não há como voltar no tempo, mas “há tanta vida lá fora, aqui dentro, sempre, como uma onda no mar”.


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