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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Comissão de Saúde analisa 46 proposições na quinta reunião ordinária de 2024

Com os pareceres aprovados, as matérias seguem para serem analisadas em plenário, que é soberano para manter ou rejeitar a decisão da comissão

POR ELZIS CARVALHO / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  5 DE NOVEMBRO DE 2024 ÀS 12:45:00  •  26 Acessos

POR ELZIS CARVALHO / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  5 DE NOVEMBRO DE 2024 ÀS 12:45:00  •  26 Acessos

Foto: Helder Faria

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na manhã de terça-feira (5), a quinta reunião ordinária de 2024 e na pauta da ordem do dia 46 proposições. Desse total, 37 projetos de lei tinham pareceres favoráveis e nove contrários. Mas durante a reunião duas propostas tiveram pedidos de vista aprovados. 

As retiradas das matérias foram pedidas pelo vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Araújo (PP). Em uma delas, a vista foi ao projeto de lei 1888/2023, de autoria de Cláudio Ferreira (MDB), que reconhece as casas de apoio a saúde física e mental ligadas as Igrejas Cristãs como promotores de saúde e cura complementares a rede estadual de saúde de Mato Grosso. 

Relator da proposta, Araújo explicou que a retirada de pauta tem o objetivo de reformular o parecer contrário à aprovação da proposta. Segundo ele, é um tema recorrente e, que por isso, é preciso ampliar a parceria entre outras instituições religiosas no tratamento da saúde mental e não ficar restrita às igrejas. 

“Esse tratamento não pode ficar restrito às igrejas cristãs. Outras entidades religiosas (católicas, evangélicas e espiritas) já vêm fazendo esse trabalho. Por isso defendo a parceria com todas as entidades religiosas que já desenvolvem um trabalho de parceria na recuperação de dependentes químicos e de drogas”, afirmou Paulo Araújo.

Araújo pediu vista também ao projeto de lei 203/2024, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD). A política nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o vice-presidente, vem ao contrário ao projeto proposto por Santos que dá direito à gestante optar pela realização de parto por cesariana pelo SUS, bem como a utilização de analgesia.  

“O sistema preconiza que a prioridade total para a mulher é o parto natural e o projeto fere o princípio da humanização daquilo que os técnicos entendem como necessário que é o de priorizar a todo momento, inclusive, com cortes nas IHs com relação a faturamento do percentual a mais de cesárias pelo SUS”, explicou Araújo.  

Alinhado com o posicionamento de Araújo, o presidente da comissão, deputado Doutor João (MDB) afirmou que o Parlamento estadual não pode ir contrário a política nacional de saúde definida pelo Ministério da Saúde. “Não podemos agir com o coração. Se a gente começar a ceder, daqui a pouco o pai vai querer entrar no campo cirúrgico para auxiliar o médico. Na medicina você não impõe nada, você indica situações e proteção sempre. A gente tem que proteger o paciente”, disse. 

Já o Dr. Eugênio (PSB), afirmou que os obstetras devem ser ouvidos e, com isso, a proposta possa ser melhorada.  “Caso essa proposta seja aprovada as pressões vão ocorrer junto aos médicos obstetras. Às vezes o neném não está nem maduro e começa a pressão à realização da cesariana. Temos que ter cuidado com está pauta. Não podemos ocorrer em erros técnicos com a opção de escolha da cesariana”, afirmou Dr. Eugenio. 

Na reunião desta manhã de terça-feira (5), realizada na sala Deputada Sarita Baracat, estiveram presentes os deputados Doutor João (MDB) e Paulo Araújo (PP) e de forma virtual os deputados Dr. Eugênio (PSB) e Lúdio Cabral (PT). O outro titular da comissão, deputado Sebastião Rezende (União) não participou da reunião. 

Secretaria de Comunicação Social