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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

Quatro convocados compareceram à reunião desta quarta-feira (19), mas optaram pelo silêncio; Comissão prepara oitivas de ex-gestores da Saúde para o dia 26

POR MÁRCIA MARTINS / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  19 DE AGOSTO DE 2026 ÀS 17:30:00  •  218 Acessos

POR MÁRCIA MARTINS / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  19 DE AGOSTO DE 2026 ÀS 17:30:00  •  218 Acessos

A CPI da Saúde da ALMT ouviu, nesta quarta (19), quatro empresários da MedTrauma – Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin, Gabriel Naves Torres Borges e Bruno Castro – que responderam a 261 perguntas sobre contratos, pagamentos, frequência de profissionais e indícios de irregularidades, mas exerceram o direito ao silêncio. O procurador Francisco de Brito garantiu acesso aos autos e assistência jurídica, ressaltando que a comissão pode requisitar documentos e quebrar sigilos. A próxima sessão, em 26/08, contará com os ex‑secretários Gilberto Figueiredo e Caroline Campos Dobes, visando avançar na elaboração de relatório parcial.

Texto gerado pela Alê, nossa inteligência artificial.

Foto: Helder Faria

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas  261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa - A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Secretaria de Comunicação Social