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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios

O procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes, vai depor na comissão, nesta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

POR SAMANTHA DOS ANJOS / GABINETE DO DEPUTADO WILSON SANTOS  •  16 DE JUNHO DE 2026 ÀS 14:34:00  •  82 Acessos

POR SAMANTHA DOS ANJOS / GABINETE DO DEPUTADO WILSON SANTOS  •  16 DE JUNHO DE 2026 ÀS 14:34:00  •  82 Acessos

A 12ª reunião da CPI da Saúde da ALMT, marcada para 17/06/2026, às 14h, contará com a oitiva do procurador‑geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A comissão investigará as contratações emergenciais e os pagamentos indenizatórios realizados pela SES entre 2019 e 2023, apesar do TAC 001/2019, que deveria extinguir essa prática. O depoimento buscará esclarecer os fundamentos jurídicos dos pareceres da PGE e como influenciaram a continuidade das indenizações, que segundo o presidente Wilson Santos ainda são priorizadas pela Secretaria.

Texto gerado pela Alê, nossa inteligência artificial.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).

O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.

“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.

Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.

A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.

Serviço

 Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde

Data: 17 de junho de 2026

Horário: 14h

Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Gabinete do deputado Wilson Santos