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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

CPI dos Consignados recebe representantes de mais dois bancos

Terceira reunião foi marcada pelo relato de uma servidora que já pagou mais de 300% de juros

POR LAIS COSTA MARQUES / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  8 DE AGOSTO DE 2018 ÀS 18:39:00  •  28 Acessos

POR LAIS COSTA MARQUES / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL  •  8 DE AGOSTO DE 2018 ÀS 18:39:00  •  28 Acessos

Foto: RONALDO MAZZA/ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados realizou duas oitivas com representantes de bancos que realizam empréstimos para servidores públicos de Mato Grosso nesta quarta-feira (8). Os bancos BMG e Pan prestaram esclarecimentos aos deputados sobre como operam no estado, as margens praticadas e estrutura para atendimento aos usuários.

Durante a terceira reunião ordinária da CPI, a servidora aposentada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) Clélia Petrolina Alves Correa, 66 anos, pediu para relatar sua situação aos presentes. Ela contratou R$ 7 mil em 2019, por meio de cartão consignado, e já pagou o triplo do valor contratado, porém até hoje possui um saldo devedor no mesmo valor da dívida contratada.

“Na época eu fiz um saque e desde então tenho o valor mínimo do cartão descontado no meu salário. Eu cancelei o cantão, já tentei pagar a mais para amortizar a dívida, mas não consigo”, declarou a servidora ao reclamar da falta de um local para atendimento físico da instituição em Mato Grosso.

Outro ponto debatido durante a CPI foi com relação às margens de empréstimos consignados e de cartão de consignado praticados no estado. De acordo com o depoimento do representante do BMG, Emerson Catani, é permitido o comprometimento de até 30% da renda do contratante com empréstimo e até 15% para cartão consignado.

O presidente da CPI dos Consignados, deputado Guilherme Maluf, declarou que a margem praticada no estado, que possibilita o comprometimento de até 45% do rendimento mensal é muito alta e prejudicial aos clientes. “Os servidores acabam entrando em uma verdadeira bola de neve e as dívidas se tornam impagáveis. Vamos sugerir no relatório final da CPI uma lei para regulamentar o serviço de empréstimo consignado no estado, inclusive as margens”.

Também participaram da reunião os deputados Allan Kardec (PDT) e Wagner Ramos (PSD) e representantes da equipe técnica da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O outro depoente foi o senhor Luiz Gonzaga Jayme que falou em nome do Banco Pan.

Nas duas primeiras reuniões ordinárias, a CPI dos Consignados recebeu sindicatos de diferentes categorias de servidores públicos e representantes dos bancos Olé e Daycoval. Ainda estão previstos os depoimentos de pessoas ligadas ao Banco do Brasil e ao Sicredi e representantes do governo do estado.

Secretaria de Comunicação Social