Cerca de 250 famílias vivem no assentamento, produzem alimentos há vários meses e têm encontrado dificuldades com a presença dos garimpeiros. A degradação da área e a violência aumentaram nos últimos dias na cidade, no entanto, o presidente da Câmara de Vereadores de Juruena, Odival Javorski (PSDB), alertou que a situação não é pior devido à visita de fiscais da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEMA) no garimpo.
“A degradação da área ficou visível e por isso os garimpeiros foram notificados a deixarem o local num prazo de dez dias”, explicou o vereador Odival, que esteve no gabinete da presidência da Assembléia Legislativa, para expor o problema ao deputado estadual José Riva (sem partido).
Segundo declarações do presidente da Câmara de Vereadores, os garimpeiros estão na área há mais de 90 dias e chegaram de cidades próximas e do Estado de Rondônia.
Porém, conforme explicações de Odival Javorski, as duas recentes mortes dos irmãos garimpeiros Gildeson e Paulo Trajano da Silva, não aconteceram no garimpo e sim, em áreas próximas, sendo que uma outra pessoa ficou ferida.
Para Odival Javorski, a devastação nas margens dos córregos Trairão e Teixeirão, afluentes do rio Juruena, é ainda maior, devido à entrada de máquinas para trabalhar nos garimpos.
“É claro que o movimento no comércio aumentou, mas temos que pensar no futuro de Juruena, e isso, garanto que não há qualquer perspectiva relevante. O garimpo está causando um crime ambiental irreparável para Juruena e a Fema deve tomar uma posição urgente para o problema”, disse o presidente.
O técnico da Diretoria de Mineração da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema/MT), Vanderlei Belato, esteve no local por alguns dias e nesta semana deverá apresentar o laudo técnico do garimpo e qual a posição que o órgão deverá tomar. A assessoria de Imprensa da Fema/MT informou que Vanderlei Belato não retornou de Juruena.
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