De acordo com o escritor, a 1ª edição com tirada de mil exemplares, teve apoio de vários órgãos públicos no Estado. O livro tem recebido elogios e algumas críticas de setores contrários ao registro do sofrimento da população cuiabana que habitava a região, nos anos 70. Cada exemplar de “Como Nasceu a Grande Morada da Serra” custa R$ 15,00 e pode ser adquirido com o próprio autor pelo telefone: 3641 – 9111.
“A história tem que ser registrada para servir de referência no futuro. Isso eles têm que entender. Não houve intenção de minha parte em aparecer, mesmo porque a própria história é que aparece no livro”, rebateu Alinor.
Ele conta as noites que perdeu e as divergências para terminar o livro onde o leitor tem a oportunidade de vivenciar o desenvolvimento urbano de Cuiabá entre 1974 a 1996. Alinor que também é morador fundador da Morada da Serra lembra que a área era uma região desacreditada e ocupada por famílias descendentes de escravos.
Mas, pela visão estratégica do então governo José Fragelli, a região ganhou um olhar especial com projetos feitos pelo engenheiro Júlio Delamônica e o arquiteto, Moacir Freitas, que convenceram o Governo Estadual e Federal a aprovar os primeiros projetos para a construção de casas da extinta Cohab.
A partir daí, a grande Morada da Serra deu origem ao CPA I e diversos bairros no local. No entanto, Alinor Assumpção avalia que as atuais administrações não se preocupam em planejar o crescimento urbano da cidade, possibilitando o aparecimento de “grilos”. “Tivemos problemas para nos manter na região sem estrutura adequada. E até hoje, os bairros ainda sofrem com o descaso do Poder Público”, disse Alinor.
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