Fale Conosco
Proteção de Dados (LGPD) LGPD
Entrar
Brasão

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Muito além da dor, conheça os direitos garantidos por lei para quem tem fibromialgia

Max Russi*

POR ANNY GONDIM / PRESIDÊNCIA DA ALMT  •  12 DE MAIO DE 2026 ÀS 11:04:00  •  81 Acessos

POR ANNY GONDIM / PRESIDÊNCIA DA ALMT  •  12 DE MAIO DE 2026 ÀS 11:04:00  •  81 Acessos

Em 12 de maio celebra‑se o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia, dor crônica invisível que atinge 3 % das mulheres e 0,5 % dos homens, frequentemente acompanhada de ansiedade, depressão e enxaqueca. O diagnóstico, baseado apenas em avaliação clínica, gera incompreensão e estigma. Em 2022, o deputado Max Russi sancionou a Lei nº 11.880, instituindo o Colar de Girassol para identificar deficiências ocultas, modelo adotado nacionalmente em 2023. O tratamento multidisciplinar – atividade física leve, medicação, apoio psicológico e terapias complementares – pode melhorar 60 % dos casos. A Assembleia Legislativa reafirma o compromisso de garantir esse cuidado como direito, não privilégio, e de tornar a dor invisível reconhecida pela lei.

Texto gerado pela Alê, nossa inteligência artificial.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Todo dia 12 de maio, o Brasil faz uma pausa para o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia. A data é um convite urgente para que a sociedade aprenda a enxergar uma condição que afeta milhões de brasileiros e que, paradoxalmente, permanece invisível. A fibromialgia é exatamente isto. Uma dor real, intensa e muitas vezes incapacitante que não aparece em exames de sangue, não deforma articulações e não deixa marcas externas, mas redesenha, de forma dolorosa, a vida de quem convive com ela.

Esta síndrome de dor crônica acomete músculos, tendões e ligamentos, se manifestando em queimação, rigidez e espasmos. Além disso, existem a fadiga crônica e distúrbios do sono que exaurem o paciente. Estatísticas indicam que a doença atinge cerca de 3% das mulheres adultas e 0,5% dos homens. Em mais da metade dos casos, ela vem acompanhada de "companheiras silenciosas", como a ansiedade, a depressão e a enxaqueca.

Como o diagnóstico é estritamente clínico, baseado na sensibilidade de pontos específicos do corpo por um período prolongado, a ausência de provas em exames de imagem costuma gerar um abismo de incompreensão. O paciente, sem respostas rápidas, enfrenta não apenas a dor física, mas o julgamento social e a falta de acolhimento.

É neste cenário de vulnerabilidade que o Poder Público deve ser o porto seguro. Em 2022, tivemos o orgulho de sancionar em Mato Grosso a Lei nº 11.880/2022, de minha autoria, que instituiu o Colar de Girassol. Esse acessório se tornou um instrumento vital de identificação para pessoas com deficiências ocultas, categoria na qual a fibromialgia se enquadra perfeitamente.

O colar comunica o que a dor não mostra: a necessidade de respeito e atendimento prioritário. Nossa iniciativa em Mato Grosso foi tão assertiva que, um ano depois, o modelo foi adotado em todo o território nacional pela Lei Federal nº 14.624/2023. Legislar, neste caso, foi dar voz a quem sofria em silêncio nas filas e nos balcões de atendimento.

Conforme indicam especialistas da área, vencer a fibromialgia exige uma abordagem multidisciplinar. O tratamento combina atividade física de baixo impacto, essencial para o reequilíbrio da serotonina, com suporte farmacológico, acompanhamento psicológico e terapias complementares, como a acupuntura. Quando há uma rede de saúde preparada para oferecer esse conjunto de cuidados, os índices de melhora chegam a 60%.

Nossa missão na Assembleia Legislativa é garantir que esse acesso não seja um privilégio, mas um direito assegurado. Conscientizar é o primeiro passo para derrubar o preconceito; legislar é o passo decisivo para garantir a dignidade.

Neste 12 de maio, reitero meu compromisso com cada mato-grossense que trava essa batalha diária. A dor pode até ser invisível aos olhos, mas jamais será invisível perante a lei. O Estado tem a obrigação ética de enxergar o que o olho humano ignora.

*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Presidência da ALMT