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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Municípios de MT lideram casos de Aids no país

Eles estão entre os 100 primeiros, dos 5.565 municípios brasileiros. Cenário pode ser pior pelos casos desconhecidos. Teste HIV em exame de sangue é tido como solução

POR FERNANDO LEAL/ASSESSORIA DE GABINETE  •  9 DE MARÇO DE 2012 ÀS 14:14:00  •  182 Acessos

POR FERNANDO LEAL/ASSESSORIA DE GABINETE  •  9 DE MARÇO DE 2012 ÀS 14:14:00  •  182 Acessos

Jupirany Devillart/AL
Dep. Wagner Ramos - PR
O mais recente Boletim Epidemiológico Aids-DST divulgado pelo Ministério da Saúde (Ano VIII, nº 01/2011) revela que Rondonópolis (60º) e Primavera do Leste (100º) estão entre os municípios brasileiros que apresentaram as maiores taxas de incidência de casos de Aids por 100 mil habitantes. Ainda em sua versão preliminar, o relatório mostra outro dado preocupante: Mato Grosso é 10º e Cuiabá 14ª entre os 26 Estados e a Capital Federal na mesma estatística.


Considerando o Centro-Oeste, com 17,4 em incidência por grupo de 100 mil habitantes, Mato Grosso ficou a apenas 0,2 abaixo da média nacional. Nos casos da doença em jovens de 15 a 24 anos, perde para Goiás e está muito à frente de Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, nesta ordem.

 

Outro detalhe que chama a atenção é que, ainda nesse grupo e em segundo lugar, a transmissão pela exposição sanguínea foi responsável por 36,2% dos casos, atrás da relação sexual. “Nesse caso, a categoria ‘sanguínea’ é dividida em usuários de drogas injetáveis (UDI), hemofílico e transfusão, e seu índice pode ser revertido com menos dificuldade se tornarmos mais apurados os exames de sangue”, observou o vice-líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, deputado Wagner Ramos (PR).


Ele propôs que passe a ser obrigatória a realização do teste de HIV em todos os exames sanguíneos realizados em Mato Grosso, pelo SUS – Sistema Único de Saúde – ou em laboratórios via convênio público. Segundo o Projeto de Lei n° 76/2012, se o resultado do HIV for positivo a Secretaria Estadual de Saúde deverá receber informação oficial e sigilosa para o incluir nas estatísticas oficiais de saúde. O portador da doença também deverá ser comunicado.


Segundo a Organização da Saúde, o vírus da Aids já matou mais de 25 milhões de pessoas pelo mundo desde o seu descobrimento nos anos 80. A Coordenação Estadual de DST/AIDS do Amazonas estima que, para cada caso confirmado, existam outros quatro desconhecidos pela falta do exame. Essa estatística pode ser ampliada se for considerada a “janela imunológica” ou o intervalo de tempo entre a infecção da pessoa pelo vírus da Aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue.


No segundo caso, o período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV, mas existem casos em que esse período chega a seis meses.


Em seu endereço eletrônico “aids.gov.br”, o governo federal afirma que “a epidemia no país é concentrada”. Todos os números citados no Boletim Epidemiológico Aids-DST foram notificados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) e declarados no Sistema de Informações de Mortalidade (Sim). Eles também estão nos Sistemas de Controle e Logística de Medicamentos (Siclom), e de Exames Laboratoriais (Siscel). 

 

Mais informações:

Assessoria de Gabinete

(65) 3313-6723
 

 

Secretaria de Comunicação Social