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Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Reativação de trecho da MT-242 reduzirá custos

Caso o trecho seja reativado, o Estado abre caminho para que os produtores possam economizar, no mínimo, 1,2 mil km com frete

POR SORAIA FERREIRA/ASSESSORIA DE GABINETE  •  25 DE ABRIL DE 2007 ÀS 17:45:00  •  568 Acessos

POR SORAIA FERREIRA/ASSESSORIA DE GABINETE  •  25 DE ABRIL DE 2007 ÀS 17:45:00  •  568 Acessos

A recuperação de um trecho de 165 quilômetros da MT-242, que liga o município de Itanhangá ao de Brasnorte (respectivamente localizados a 530 km ao Médio-norte e a 570 km ao Noroeste de Cuiabá) poderá desonerar em até 50% a escoação da safra agrícola e de outros setores agropecuários de Mato Grosso. A projeção é de líderes comunitários e políticos da região e de representantes da Associação dos Agropecuaristas de Brianorte (AAB).

Trata-se de um novo corredor de exportação, por meio do Porto de Porto Velho/RO, que produtores de Mato Grosso vislumbram e acreditam ser a saída para maior lucratividade do agronegócio. Na manhã desta quarta-feira (25), uma comissão da região Norte, Médio-norte e Noroeste do Estado, formada pelos prefeitos de Brasnorte, Mauro Rui Heisler, de Itanhangá, Valdir Campagnolo, e representantes do distrito de Brasnorte, deu o pontapé inicial para o desenvolvimento desse projeto.

Os representantes procuraram o deputado estadual Otaviano Pivetta (PDT) para que ele interceda junto ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra), para recuperação do trecho. “Essa é uma luta antiga dessas regiões. Com a implantação desse trecho da MT-242, a escoação da safra, no Médio-norte, por exemplo, poderá ficar até 50% mais barata aos produtores, já que a escoação será feita pelo Porto Seco de Porto Velho [RO]”, explicou o deputado Otaviano, que representa a região Médio-norte na Assembléia Legislativa.

Atendendo a solicitação de Otaviano Pivetta, os prefeitos e líderes comunitários de Itanhangá, Brasnorte e Brianorte se reuniram com o secretário de Estado de Infra-Estrutura, Vilceu Marcheti, e propuseram a assinatura de um convênio para a reativação do trecho da BR-242.

A proposta dos representantes é de que o Estado faça a manutenção da estrada e forneça a mão-de-obra para a construção da ponte de 156 metros, sob o Rio Arinos. Em contrapartida, madeireiros e produtores da região irão doar a madeira. O secretário de infra-estrutura disse que irá enviar engenheiros da secretaria até a região, para que façam uma avaliação das condições físicas do local e levantem os custos para a viabilização de todo trecho.

“Agradecemos o empenho que o deputado Otaviano Pivetta vem depositando nesta questão e de ajudar esses municípios a se desenvolverem. Pois, enquanto esperamos a abertura do trecho entre Brasnorte e Vilhena, os municípios do Médio-norte e Noroeste terão a oportunidade de fazer uma integração, com a reativação da MT-242”, salientou o prefeito de Brasnorte.

Corredor da exportação

O caminho idealizado pelos produtores e políticos da região é o de abrir a MT-242 até Brasnorte, seguir mais 410 km pela BR-170, passando por Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá) até chegar Vilhena/RO, daí seguir até Porto Velho. “Esse trecho de Brasnorte até Vilhena não está asfaltado, mas já existe um compromisso do Governo Federal de se fazer até a pavimentação e recuperação”, informou o prefeito Mauro.

A MT-242 inicia no município de Ribeirão Cascalheira (a 900 km ao Leste de Cuiabá), na BR-158, e cruza Mato Grosso até o município de Sorriso (a 420 km ao Norte de Cuiabá), até a BR-163. De Sorriso, a MT-242 segue para o município de Ipiranga do Norte em trecho asfaltado, seguindo a rodovia por mais 65 km em estrada não pavimentada, se chega a Itanhangá.

Caso o trecho seja reativado, o Estado abre caminho para que os produtores possam economizar, no mínimo, 1,2 mil km com frete. “Atualmente, o escoamento é feito pela BR-163 até os Portos de Santos/SP e Paranaguá/PR”, observou o presidente da AAB, Delfino Eliseu Mattos. A estrada pleiteada passa pelo distrito de Brianorte (Nova Maringá) e também beneficiará os produtores locais. No local, os produtores pagam cerca de U$ 100 por tonelada de grãos, até os portos do Sul e Sudeste. “Nossa expectativa é de que esse valor reduza para U$ 50”, acrescentou Delfino.

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